Tzolk'in, às voltas com os Maias

Publicado a 02/12/2012, 08:30 por José Rôla   [ atualizado a 02/12/2012, 18:36 por Nuno Bizarro Sentieiro ]


Good news


- as inovadoras rodas dentadas, claro. São elegantes, resistentes e funcionam, em termos mecânicos, perfeitamente! Só isso dá para ter uma sensação de uma proposta refrescante em termos de oferta de jogo.

- a mecânica de “worker placement” ganha uma nova dimensão, porque os pimpolhos se movem por si, mas sobretudo porque algumas associações tidas como garantidas não acontecem necessariamente aqui, a saber:
          - meter mais pimpolhos em jogo não é necessariamente algo certo a fazer;
          - nem a altura em que tal se faz é indiferente, quer pelo custo, quer pela oportunidade (que se pode perder);
          - a interação entre jogadores acontece de forma natural, porque os ditos vão ocupando espaços onde um adversário poderia jogar, sem que isso seja objeto de aturada reflexão.

-componentes de grande, grande qualidade, num conjunto muito bonito.

- o jogo aprende-se rapidamente pois, basicamente, na sua vez o jogador só tem que colocar ou retirar “workers”. As regras são simples e estão bem escritas.

- o tempo de jogo é adequado e não penso que, apesar da miríade de possibilidades de ação e de caminhos para pontuar, possa sofrer de excessivo efeito de “ap”.

- a dois ou a três o jogo, em termos de regras, só altera no “set-up” e tal, para além de facilmente posto em prática, faz mesmo diferença e, de forma dinâmica, ao longo do jogo, por ação das rodas, claro.

- o tema é interessante (embora eu também goste dos nossos Maias) e até cola um bocadinho, sim.

- e, não sendo uma boa noticia pelo que é, mas pelo que vamos lendo e imaginando, o jogo não se fica pelas rodas dentadas…

Bad news


- ao fim dum primeiro jogo (e a dois) fica aquela sensação de não sabermos bem o que estivemos a fazer…

- ao fim dum primeiro jogo (e a dois) fica a ideia que há demasiados estádios que o tabuleiro apresenta como alcançáveis, para o que realmente poderá ser feito! O milho, que serve de moeda e de pagamento em forma de comida por cada pimpolho (à Agricola), é sempre escaço e o esforço para o conseguir consome muitas ações. Ou é isso ou eu e o Carlos somos muito nabos (o que, no meu caso, é sempre possível).

- as ações, que cada pimpolho permite fazer ao ser retirado , não diferem muito do esperado e estafado recolher de recursos para acionar desenvolvimentos, adquirir edifícios, ganhar pontos, etc.

- fica a sensação que esta cena das rodas dentadas pode ser mais espremida. Mas isso até nem será uma má noticia, pois não?