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LeiriaCon 2013 - Rescaldo

Publicado a 04/02/2013, 14:26 por Nuno Bizarro Sentieiro




A esta altura, cada um dos participantes na VIII edição da LeiriaCon já fez o balanço do que foi o seu último fim-de-semana de Janeiro: os jogos que jogou, aqueles que gostaria de ter jogado, o cansaço das noites mal dormidas, o sol de inverno nas janelas das salas, as refeições, as compras, o convívio… Para cada um dos que passaram pela Quinta do Pinheiro haverá momentos bons a recordar, jogatanas felizes, encontros formidáveis. Haverá também um ou outro aspeto que não agradou tanto, um jogo que desiludiu, um furo ou duro regresso… Para quem pensa e põe de pé a convenção o rescaldo faz-se mais demoradamente. Começa nos resultados que sustentam a realização e termina nas impressões pessoais de cada um de nós. 

Mas eu diria que, em resumo, o sucesso da LeiriaCon passa por ver os “clientes” satisfeitos sem que se desbarate a identidade do evento. E uma e outra foram conseguidas.

O número de participantes foi um pouco inferior ao de anos anteriores, é certo, mas para além de ser algo expectável, é um aspeto que não faz mossa ao evento. Mau é que a explicação possa assentar nas dificuldades que, uns mais, outros menos, vão passando por estes dias. Bom é que também haja crianças recentes e projetos trabalhosos a deixar pouco tempo para um salto a Alcobaça! 

A excelência dos participantes, em contrapartida, é reafirmada ano após ano. Vindos de praticamente todo o país, trouxeram ao encontro a sua alegria, uma boa disposição contínua aliada a uma seriedade que permite a certeza duns dias tranquilos. 

Numa conversa com uma velha amiga, que apareceu surpreendentemente no evento, dávamos conta de como não são necessários, para a coisa funcionar, chefes ou presidentes, estatutos ou regulamentos, programa ou agenda. Isto só acontece porque os participantes são especiais, não tenhamos dúvidas. E isso deve-nos deixar a todos felizes. Que melhor fotografia se pode tirar deste nosso hobby? 

Hobby? Ah, jogos! 

Este ano bombaram muito as novidades de 2012, sinal de que a colheita foi mais rica do que em anos anteriores, talvez. Títulos como Terra Mystica, Tzol´kin e Ginkgopolis foram às mesas amiúde. Mas foram dadas oportunidades também a outras realizações recentes: CO2, Keyflower, Myrmes, Escape, Oddville, Snowdonia, Seasons, Archipélago… 

Ora et labora, Thurn and Taxis, Village, Troyes, 7 wonders… alguns entre muitos outros títulos que passaram pelas mesas. 

E depois há os “war games” e os familiares, e o Crokinole, claro, que faz maravilhas! 

A LeiriaCon é também sinónimo de testes. Protótipos, uns mais desenvolvidos, outros menos, que autores, consagrados ou em arranque sonhado, trouxeram às mesas generosas do encontro. 

E depois há a grande festa do convívio entre pessoas que se gostam, porque gostam de jogos e de jogar. Aqueles dois que chegam sempre primeiro do que todos os outros, aquela malta de perto, os corajosos de longe, os jovens que querem levar jogos para toda a enorme família lá de casa, a namorada que faz da LeiriaCon uma fantástica prenda surpresa, os casais sempre enamorados, aqueles dois que “ainda estão a jogar o mesmo jogo”, os tipos que namoram um jogo dois dias até se decidirem pela compra, os amigos que explicam um jogo, os amigos que pagam uma cerveja, os que nos bebem a cerveja… 

Como se de uma grande família se tratasse. Num banquete de caixas mágicas, tabuleiros, cartas e dados…



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