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Battlelore



Ambiente. O jogo desenrola-se num universo muito Tolkiano. As batalhas acontecem em cenários que representam a Terra Média e onde os jogadores podem combater não só com humanos, como também com elfos, anões e mesmo algumas criaturas fantásticas, como a Aranha Gigante. 

Para quem já jogou jogos como o Commands & Colors ou o Memoir não terá grandes dificuldades em se ambientar. Os nossos combatentes são divididos em infantaria e cavalaria sendo que nestes podemos ter as variantes de humanos, elfos e anões. Depois existem ainda as criaturas fantásticas – Aranha Gigante, Elemental da Terra e o Gigante das montanhas. 

Uma das principais diferenças deste jogo para os seus “familiares” é a variante de magia. Os jogadores vão acumulando Lore, e cartas de efeitos mágicos, que poderão utilizar em determinadas situações de jogo. 

Montar o arraial… O jogo disputa-se num cenário predeterminado, onde as forças são colocadas no terreno conforme o cenário em que esse joga. Estes cenários podem também conter outros factores que influenciam o jogo, como florestas, montes, pântanos ou rios. O tabuleiro é dividido em 3 zonas, Ala Este, Ala Oeste e Centro. 

Após o cenário montado e as forças dispostas no terreno, cada jogador possui um determinado número de cartas de comando. As cartas de comando podem ter variadas funções, como mover várias unidades numa zona específica, mover as unidades ligeiras, pesadas ou médias, mover unidades nas alas, etc. A forma como as unidades se mexem e onde se mexem deve ser utilizada de uma forma cautelosa e o seu posicionamento deve ser estrategicamente pensado consoante as cartas que temos na mão, pois poderemos chegar a um ponto em que não temos cartas de comando apropriadas para as acções que queremos executar no tabuleiro. 

Vitória. Quando uma unidade é totalmente exterminada – originalmente as unidades têm 3 a 4 elementos – o jogador adversário fica com o nosso porta-bandeira. Esta é a forma de obtermos Pontos de Vitória. Assim, e consoante o cenário que estamos a jogar, quando um jogador atinge os pontos necessários, este é considerado o vencedor. 

No final de cada turno, os jogadores reabastecem a sua mão com o número de cartas de comando utilizadas, e têm a opção de ir buscar 0, 1 ou 2 cartas de Magia, sendo que se optarem por ir buscar 2, apenas conservam 1 na mão. Dependendo dessa opção, adicionam Lore ao seu “penico”. 2 Lore caso não vão buscar carta nenhuma, 1 no caso de 1 carta e 0 no caso de ir buscar 2 cartas. 

Its MAGIC… É aqui que surge a magia. Durante o turno, os jogadores podem jogar cartas de magia, caso tenham Lore disponível para o fazer. As cartas podem ter variadíssimas acções e são um garante de maiores probabilidades de vencer uma batalha, ou de movimentar as suas “tropas” mais facilmente. Esta componente da magia dá uma maior imprevisibilidade ao jogo e é uma forma de o tornar, também, mais emotivo, pois nunca se sabe o que o adversário poderá fazer surgir da sua varinha de condão. 

Wanna fight… As guerras são uma constante, afinal os bárbaros da Terra Média viviam para e disso mesmo. Aliás, é também por esse motivo que se monta este jogo. As guerras são o que são, e os dados são os únicos com olhos, em terra de cegos. Por muito bem dispostas que estejam as tropas, se os dados não quiserem, a guerra será sempre em vão. No fim as coisas acabam por equilibrar, eventualmente, mas perder algumas batalhas pode ditar o fim da guerra. 

Apreciação Geral: Para quem se define como um EuroGamer este é um jogo que acaba por ser uma agradável surpresa. Os dados estão lá, que estão… Mas sinceramente custa-me menos perder uma guerra aqui por causa dos dados, que num Perikles, por exemplo. Aqui são os dados que mandam, e no fim quem tiver os dentes mais afiados é que ganha, mas na guerra também não é sempre aquele que tem o melhor e maior exército que ganha, que o diga este aqui. 

Jogar o jogo com as figuras pintadas cria logo outro impacto (Obrigado Pombeiro). Nunca joguei o Memoir, mas já experimentei o Command & Colors e acho este um jogo melhor. Nota: 7. Claramente a repetir. Não compro, por falta de companheiros para jogar, e de inércia e inépcia para pintar as figurinhas, mas jogarei certamente das próximas vezes que seja convidado, e recomendo a todos os que têm um companheiro para jogar este tipos de jogos, que o comprem. Não ficarão arrependidos.

Costa

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