Críticas‎ > ‎2007‎ > ‎

The Downfall of Pompeii



THE DOWNFALL OF POMPEII (2004 - Klaus-Jurgen Wrede, Amigo Spiele/Mayfair) 

Há muito tempo que não me divertia tanto a jogar um jogo. É rápido, é simples, não há estratégia, é basicamente a sorte das cartas e dos tiles que decidem o jogo e depois alguma perícia táctica dos jogadores para conseguírem safar os seus cidadãos da lava fatal. É tudo muito básico e linear. As regras explicam-se em 5 minutos e o jogo joga-se em 45 minutos. 

TEMA E COMPONENTES A ideia deste jogo é engraçada e promove logo um sorriso nos lábios. Os jogadores têm de povoar a cidade de Pompeia com cidadãos da sua côr, sabendo de antemão que mais tarde ou mais cedo o Vesúvio vai entrar em erupção. Depois é fazer pela vida e conseguir safar o maior número de gente possível. Cada cidadão salvo vale um ponto, ganha quem safar mais gente. A qualidade do material não deslumbra, é somente razoável o suficiente para não haver muitas reclamações. O tema está bem enquadrado e dá nas vistas o Vesúvio, tornando o jogo visualmente mais apetecível. As regras, ajudam a tematizar o jogo com a sua nomenclatura visual e divertida - RUN FOR YOUR LIVES! - é o nome da fase final do jogo  

MECÂNICA(S) & JOGABILIDADE Basicamente no início do jogo e depois de um set-up, no mínimo estranho, os jogadores recebem uma mão de 4 cartas que dizem respeito a edifícios que existem no tabuleiro. Os jogadores vão escolhendo e jogando as cartas e colocando cidadãos nos respectivos sítios. A determinada altura do jogo é possível jogar mais cidadãos dependendo da quantidade destes já existentes no edifício escolhido, são os familiares. Depois de jogar uma carta bisca-se uma nova. Se sair a carta especial "omen" o jogador imediatamente escolhe um cidadão de outro player para arder e coloca-o dentro do Vesúvio. Quando sair a carta do Vesúvio inicia-se a 2ª fase do jogo - FUJAAAAAAAM!!!!! Na sua vez cada jogador saca um tile de lava e coloca-o no tabuleiro seguindo uma lógica estabelecida de símbolos. Existem tiles de lava com 6 símbolos distintos e existem 6 espaços no tabuleiro para cada um desses símbolos. Logo que saía o primeiro tile de um determinado símbolo ele é colocado no espaço indicado, os restantes têm que ser adjacentes. Com isto, a cidade vai sendo invadida pela lava em várias frentes o que torna o jogo bem mais divertido. Quando um tile é colocado sobre um espaço com cidadãos, azar, ARDERAM... buaahhhhh!!!!. Logo que um jogador coloca um tile, de seguida ele pode mover 2 dos seus cidadãos um determinado número de casas consoante o nº de cidadãos aí existentes. No fim, quem conseguir fazer sair mais cidadãos pelas várias entradas da cidade, ganha. É tudo muito básico... mas tãao diverido! 

FACTOR TEMPO/DIVERSÃO A facilidade com que o jogo se joga, a sua rapidez e o seu carácter iminentemente trágico-hilariante, tornam este jogo num must. Não há estratégia, não há sequer muita táctica... basicamente é um jogo de sorte. Muita sorte. Mas neste caso, isso não é mau. Porque TDoP pretende ser apenas um divertido jogo de aquecimento, imbuído num espírito de tragédia romana, que é hilariante. 

NOTA: 7

Luis Costa

Comments