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Ticket to Ride Europa



TICKET TO RIDE: EUROPE (2005)
Alan R. Moon 
2 a 5 jogadores 
45 a 60 minutos

Eu gosto deste jogo. É rápido, não é preciso pensar muito e é sempre um sucesso quando tenho à mesa um non-gamer. Este jogo até é o jogo preferido da minha namorada. O problema deste jogo é que é um jogo fortemente apoiado na sorte. A estratégia é quase nula, é um jogo, neste sentido, muito mais táctico. Mas atenção, estou a falar da versão base deste franchise, TICKET TO RIDE.

Em TICKET TO RIDE: EUROPE, o 2º jogo desta série publicada pela Days of Wonder, as coisas são bem mais diferentes. O factor sorte continua a existir, mas já não é tão determinante. As novas regras introduzidas por Alan Moon, nomeadamente as regras dos túneis e dos ferries obrigam os jogadores a planearem melhor as suas jogadas e transformando assim o jogo numa experiência muito diferente. T2R:E é assim um jogo bem mais estratégico e menos dependente da sorte, relativamente ao seu antecessor.

Para isso contribuem vários factores:


1) As cartas de objectivo ou bilhetes estão divididas em duas categorias: longas e curtas. Os jogadores recebem a mesma quantidade destas cartas. Assim reduz-se um dos grandes problemas de T2R. A possibilidade de um jogador ter na mão um set de cartas que lhe permite pontuar bem mais que os seus adversários, devido à sorte que teve aquando da distribuição de cartas. 

2) Os túneis são uma componente interessante. Um jogador quando opta por entrar num túnel nunca sabe o seu tamanho. Assim terá de virar 3 cartas do deck, e por cada carta de locomotiva e por cada carta da mesma côr que utilizou para entrar no túnel que fôr virada, vai ter qu adicionar mais cartas à sua rota. Assim, numa rota de 4 cartas, o jogador pode vir a precisar de 7 para concluir o trajecto. Esta regra obriga os jogadores a ter mais cartas na mão e nesse sentido a planear melhor o que fazer ao longo do jogo. 

3) Os ferries, são também uma regra inteligente. Em muitos jogos que fiz de T2R, havia, quase sempre, pouco interesse nas locomotivas. Moon, resolveu introduzir esta regra que obriga à utilização de um determinado número de locomotivas que devem ser obrigatoriamente utilizadas. E mais uma vez, os jogadores deixar de poder jogar ao acaso, porque sabem que vão precisar desta e daquela carta.  4) 

Finalmente as estações. A possibilidade de utilizar as linhas de um jogador adversário, é uma forma de minimizar o prejuízo daqueles jogadores que ficam com as suas linhas cortadas devido á antecipação dos adversários. Claro que usar as estações tem os seus custos, em cartas e em pontos. Mas deverão ser consideradas como um investimento num momento de aplição.  



Para terminar, é preciso uma referência aos componentes dos jogo. As cartas têm desta feita um tamanho decente e são de melhor qualidade. Tudo o resto é igual, sendo que o tabuleiro é pictoricamente mais rico que o mapa americano. Para além da beleza estética deste mapa, é de destacar que ele também é mais difícil de jogar. 

NOTA FINAL: 7

Costa
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