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Famiglia




Depois de Essen chega a altura de começar a jogar as novidades que vieram no saco.


Para abrir as hostilidades, começo com um joguito pequenino do Sr. do cabelo verde.

Famiglia é um joguinho de cartas com a duração de 20-30 minutos. Este é jogo de deck-building, mas que é diferente do que eu tinha visto até aqui.
Os jogadores representam um família da máfia que pretende enriquecer o seu "quadro de pessoal". Para isso utilizam os recursos que possuem (cartas na mão), para irem à rua recrutar pessoal. 

Existem vários tipos de mafiosos, nomeadamente, os brutos, os mercenários, os contabilistas e os famiglia. Os 3 primeiros tipos permitem utilizar habilidades especiais relativas ao seu tipo de mafioso. Os finais (famiglia) não têm nenhuma habilidade, mas valem mais pontos no fim.
Cada um destes tipos de mafiosos tem 5 valores (0 a 4), sendo que existe apenas um de valor 4 (como o amigo aqui da esquerda) e depois vão aumentando em número até aos cinco de valor 0. Cada jogador inicia a sua família com um membro de valor 0 de cada um dos tipos de mafioso.
Quando um novo membro é recrutado este é adicionado à mão. Além do novo membro ficar na mão, um dos mafiosos que foi utilizado vai também para a mão, enquanto o outro vai para o escritório. Já vão perceber.

Assim...O turno de um jogador divide-se em 4 fases:
- Na 1ª (a que eu chamo A Rua), o jogador pode ir adicionando cartas à "rua" até que esteja lá um mafioso de valor 0, para isso descarta um mafioso da rua e adiciona o número de mafiosos igual ao valor do descartado. Exemplo: Não há nenhum mafioso de valor 0 na rua. Descarto um mafioso de valor 3 e vou adicionar 3 novos mafiosos à rua. O processo pode ser repetido até haver pelo menos um mafioso de valor 0 na rua.

- Na 2ª fase (Livros), um jogador pode utilizar um contabilista para mandar mafiosos da mão para o escritório e ir buscar o mesmo número de mafiosos do escritório para a mão. Exemplo: Tenho um "contabilista" de valor 3 na mão, envio-o para o escritório. Vou ao escritório buscar 3 mafiosos (sendo que não posso ir buscar o contabilista agora enviado para lá) e após isso mando e mafiosos da mão para o escritório.

- A 3ª fase (O Matadouro), é aquela onde se pode utilizar um Bruto para fazer descer o valor de um mafioso que está na rua. Nada como um gajo mal encarado e um taco de baseball para acalmar os "bichos" grandes. Exemplo: Se eu jogar um bruto de valor 2 (como o amigo aqui da esquerda) posso designar um qualquer mafioso que esteja na rua como valendo menos 2. depois na próxima fase posso ir buscá-lo pelo "novo" valor.

- É nesta 4ª fase (O Recrutamento) que se vão recrutar os mafiosos da rua para a mão. Para se ir buscar um mafioso de valor 0 (zero) basta adicioná-lo à mão. Se o valor for superior a zero, então é necessário jogar um par de mafiosos de valor imediatamente abaixo, e do mesmo tipo, para fazer o recrutamento Exemplo: Se estiver um bruto de nível 3 na rua, para o ir buscar eu terei que jogar um par de brutos de valor 2. Após jogar os 2 mafiosos, um deles volta para a mão com o mafiosos de nível 3, enquanto o outro vai para o escritório.
É aqui que entram os Mercenários. Um mercenário de nível 3 pode ser jogado para representar um mafioso de um outro tipo de valor 0 a 2. É um joker.

O jogo termina quando o baralho acaba pela 2ª vez. Sendo que após acabar a 1ª vez, a fase 1 do turno se altera (visto que já não existem mafiosos de nível 0). Assim, na 1º fase do turno, o jogador pode agora retirar um mafioso da rua, mas ao invés de o colocar nos descarte, coloca-o no fim do baralho, e só o poderá fazer uma vez. 
No fim do jogo, os jogadores contam os pontos de vitória de cada carta (valor que está na parte inferior da carta ao centro) que têm na mão e no escritório. Quem tem mais pontos ganha. Duh.

Na minha opinião este jogo vale cada cêntimo que paguei por ele. É simples, rápido (é coisa para demorar menos que o tempo que gastaste a ler isto) e além disso é impossível jogar apenas um. Ontem foram 5 de seguida. Com esta idade não está nada mal.

Joguem isto e aproveitem cada segundo com ele, pois como disse Don Corleone: "Do you spend time with your family? Good. Because a man that doesn't spend time with his family can never be a real man."

Carlos Ferreira


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