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Série Coin

Intróito

Hoje vou fazer uma review diferente. Ao invés de fazer a review de um jogo vou fazer de uma série inteira. Parece esquisito pois a série toda tem apenas 1 jogo, mas o que eu pretendo não é tanto falar sobre este jogo em si (Andean Abyss), pois para isso farei uma outra review mais tarde, após jogar o jogo mais 1-2 vezes. O que eu vou falar aqui será das regras e inovações da própria série e não da especificidade do jogo.

O Nome

COIN, não porque trate de moedas, se bem que me parece que vá encher o bolso do criador com elas, mas porque serão jogos que retratarão conflitos de COntra-INsurgência. Para já existe um
jogo sobre a Colômbia (Andean Abyss). O próximo da lista será um sobre Cuba (Cuba Libre) seguido de um sobre o Afeganistão (A Distant Plain). Estes são os que já foram anunciados e que até já suplantaram a marca de 500 pre-orders no programa P500 da GMT. Os outros títulos prometidos serão sobre Angola e Iraque (Bush War - The Fall of Portuguese Angola e Long Hard Slog - The Iraqui Insurgency).

E o que é que promete?


Muito. Para já as características globais.

Serão jogos para um máximo de 4 jogadores, sendo que poderá ser jogado por qualquer número até esse máximo, incluindo jogar a solo.

As condições de vitória serão interligadas para promoverem uma maior interactividade entre os jogadores.

Outra característica é que as 4 facções em jogo jogarão de forma tendencialmente diferente, com acções específicas de cada uma.

Regras

A série é toda muito simples em termos de regras. Que se explicam muito rapidamente.

Cartas

O motor dos jogos serão as cartas, e é aqui que surge a principal novidade. O jogo é card assisted. E o que é que é isso?!?! Muito simples, ao contrário de outros jogos onde os jogadores têm as cartas na mão e as vão jogando, aqui existirão apenas 2 cartas em jogo. Assim, existe a carta que está a ser executada e a próxima carta, permitindo aos jogadores optarem pela execução daquela que lhes trará mais vantagens, ou num caso extremo evitar que uma carta que os prejudique seja executada por outro.

Afinal não é assim tão simples… antes pelo contrário, é bastante confuso, pelo menos explicar, porque depois de se ver como funciona é mesmo muito simples.

Ok, vejam a carta aqui ao lado.

Cada carta pode ser utilizada no máximo por 2 facções, apesar de potencialmente todas as facções a poderem executar.

Durante o jogo existirão facções disponíveis para executar cartas e outras estarão indisponíveis.

A ordem pela qual os símbolos estão dispostos é relevante para se saber quem pode executar a carta. Se todas a facções estiverem disponíveis, então neste caso seria a vermelha a primeira a executar seguida da amarela.

Mas, suponhamos que a facção amarela estava indisponível. Então a segunda facção a executar seria a verde.

 

E o que é que estas facções podem fazer?

É aqui que tudo se define. Esta explicação servirá para todos os jogos da série, pelo menos essa é a promessa.

Então, explicando a imagem e a sequência de jogo.

Se os tokens estiverem na primeira caixa, significa que estão disponiveis. Voltando ao exemplo da carta acima. O jogador da facção Vermelha pode escolher uma das opções da primeira coluna, ou passar. Mas mesmo que passe, só o jogador amarelo poderá executar uma opções, todos os outros (Verde e Azul) ficam à espera. O mais fácil de explicar será o passar. O jogador ganha recusos e mantém-se disponivel para a próxima carta. Caso opte por uma das outras opções, então na próxima carta passará para a caixa da direita (que mal se vê nesta foto) e passará a ficar indisponivel.

Mas suponhamos que o jogador vermelho quer fazer algo. Então tem a primeira coluna para optar. Esta opção é relevante pois a linha que ele escolher irá influenciar a escolha do jogador seguinte, que só poderá optar pela caixa da mesma linha, ou então passar.

Se o 1º jogador optar por executar o evento, então ele apenas lê o evento, executa e acabou a sua acção. No caso da carta acima que tem duas caixas de eventos ele opta por uma das caixas. O 2º jogador neste caso poderá (além de passar) executar uma acção com actividade especial (já explico).

No entanto se o 1º optar pela primeira linha, Operação sem actividade especial, então o 2º só poderá fazer uma Operação limitada (também já explico). A outra opção que falta é Operação com actividade especial, o que permite ao 2º jogador optar pelo evento ou uma Operação limitada.

 

E então o que é isto das operações?

Cada facção tem um Player Aid onde estão todas as suas opções.
Assim existem 4 Operações principais e 3 Actividades especiais que contudo só poderão ser feitas se se escolher essa opção e além disso uma actividade especial requer um tipo de operação especifico para poder ser escolhida.

E uma Operação Limitada?

É uma operação igual às outras, se bem que quando se escolhe uma operação esta pode ser executada em vários locais, se for limitada, esta apenas poderá ter com alvo um sitio apenas?

Vitória

As condições de vitória estão interligadas, sempre. O que implica que o mal de uma facção é sempre o bem de outra. Isto aumenta ainda mais a interecção entre facções.

E como é que acaba? 

Muito bem… Existem 4 cartas especiais. Que são as cartas de propaganda. Estas cartas são baralhadas no baralho de 60 cartas. Relembro que o jogo tem 72 cartas + 4 cartas de propaganda. No inicio do jogo 12 cartas são removidas. Depois o baralho é separado em 4 mini-baralhos, com cada um deles a receber uma destas cartas. Quando uma delas sai, existe uma fase de propaganda. A primeira parte é verificar se alguém atingiu as condições de vitória. Caso tenha atingido o jogo termina. Caso isso não aconteça e no final da 4ª carta, então declara-se um vencedor, que é o que ficou mais próximo de atingir o seu objectivo.

Conclusão 

Estas são as regras da série. O que depois varia em cada jogo serão as operações que cada 1 poderá executar. Todas as facções jogam de forma diferente.
A ideia parece-me muito boa, vamos lá ver se resulta :)



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