Críticas‎ > ‎

Recentes

Codenames

Publicado a 21/09/2015, 08:57 por Carlos Ferreira   [ atualizado a 23/09/2015, 06:38 por Nuno Bizarro Sentieiro ]




Regras 

Codenames joga-se por equipas. Existem 2 equipas, a vermelha e a azul. Cada equipa tem um Spymaster. Dpois disso dividem-se os restantes jogadores por cada uma das equipas, estes são os agentes.

Setup

Existem cartões com palavras (centenas deles). Para se jogar forma-se uma grelha com 25 cartões/palavras (uma grelha de 5X5).

Existe um cartão que é a chave, onde estão identificadas as palavras que pertencem a cada equipa. 9 Palavras da equipa 1 e 8 palavras da equipa 2. Existem ainda 7 palavras Neutrais e um Assassino.

Os dois spymasters sentam-se de um lado da mesa, com acesso à chave. As suas equipas sentam-se do outro lado da mesa do seu lado.

Este é um exemplo de uma chave. A equipa azul tem nove palavras, por isso começa a jogar.


Como é que se joga?

Spymaster:

O Spymaster dá uma palavra como pista e um número. (exemplo: Animal 2)

Os Agentes da sua equipa podem adivinhar o número de palavras igual ao número que o SpyMaster deu + 1 (no exemplo anterior podem adivinhar até 3 palavras) 

O SpyMaster pode dizer 0. Neste caso ele pretende dizer que nenhuma palavra está ligada à pista que acabou de dar e o número de palavras que a equipa pode adivinhar é infinito.

O Master poder também dizer infinito. Neste caso não está a dar pista nenhuma mas está a dar liberdade à equipa para escolher o número de palavras que quiser. Incluindo adivinhar palavras com pistas dadas anteriormente.

Se o Spymaster der uma pista ilegal o seu turno termina imediatamente e o spymaster da equipa contrária pode tapar uma das palavras da sua equipa antes de fornecer a próxima pista.

Pistas inválidas

Uma palavra ou forma desta que esteja à mostra (até break estar tapado não podes dizer: breakdown. broken, etc...)

A letra inicial (B:3 para Bed, Break, Bug)

Os Spymaster podem falar antes de uma pista ser dada para decidirem entre si se a pista é válida ou não.

Agentes:

Os Agentes discutem entre si e escolhem uma palavra da grelha.

Caso a palavra seja da sua equipa:

O Spymaster cobre a palavra com uma carta de agente da sua cor e os agentes podem tentar adivinhar outra (até ao número que o master deu +1)

Caso a palavra seja da equipa adversária:

O Spymaster cobre a palavra com uma carta de agente da cor da equipa adversária e o turno acaba.

Caso a palavra seja neutral:

O Spymaster cobre a palavra com uma carta Neutral/bystander e o turno acaba.

Caso a palavra seja o assassino:

O Spymaster cobre a palavra com a carta de assassino e o jogo acaba com a vitória da equipa adversária.


Final de jogo

O jogo termina quando se escolhe a palavra do assassino ou quando todas as palavras de uma das equipas estão cobertas.



Considerações
Codenames é um jogo excelente para uma grande audiência. Fácil de explicar e jogar, o divertimento é garantido.  Um jogo tão simples e que dá tanto que falar e proporciona um divertimento tão grande é um sinal de grande design. Como é que algo tão simples ainda não tinha sido criado. Deste ponto de vista o jogo é brilhante.
Parece-me um jogo ideal para uma Con, ou para um ajuntamento. Podem jogar um número ilimitado de jogadores, apesar da caixa falar em 2-8. O papel de SpyMaster é de partir a cabeça e que grandes momentos se conseguem com a discussão entre o Master e os Agentes por causa de pistas "estranhas".

Recomendo muito para grandes grupos ou como party game.




Lords of war

Publicado a 12/12/2013, 16:11 por Nuno Bizarro Sentieiro   [ atualizado a 12/12/2013, 16:51 ]


Lords of war é um jogo de cartas em que 2 raças lutam entre si numa batalha feroz. 

Neste momento existem 4 raças disponíveis, sendo que um 3º conjunto está prestes a sair.

As regras do jogo são bastante simples. Cada jogador tem 6 cartas na mão e o “tabuleiro” consiste numa grelha. 

Existem 3 fases num turno, os jogadores jogam 1 carta e depois disso há molho. Todos batem em todos ao mesmo tempo. 

No fim da batatada, o jogador activo vai buscar cartas até ter 6 de volta na mão, 

Ok, e é isto. Pelo menos a versão simplificada. 

Explicando em detalhe... [ ler mais ]

Série Coin

Publicado a 29/10/2012, 17:37 por Nuno Bizarro Sentieiro   [ atualizado a 29/10/2012, 17:41 ]

Intróito

Hoje vou fazer uma review diferente. Ao invés de fazer a review de um jogo vou fazer de uma série inteira. Parece esquisito pois a série toda tem apenas 1 jogo, mas o que eu pretendo não é tanto falar sobre este jogo em si (Andean Abyss), pois para isso farei uma outra review mais tarde, após jogar o jogo mais 1-2 vezes. O que eu vou falar aqui será das regras e inovações da própria série e não da especificidade do jogo.  [ ler mais ]


RAGAMI - Review

Publicado a 05/07/2012, 15:53 por Nuno Bizarro Sentieiro



"- Konami ???, não, RÁ GA MI !"

Quando ouvi o nome do novo projecto da Mesa Boardgames estranhei, lá me explicaram o nome e mote por trás do jogo de tabuleiro. A primeira imagem que me veio à cabeça não foi o Nicolas Cage da Cidade dos Anjos, foi antes o incrível Michael Landon e as minhas idas tardes de televisão no clássico: Um Anjo na Terra. E assim captaram a minha atenção - esses sacanas !



Ragami é nome de figura mítica que protege e ajuda as pessoas a resolver os seus problemas, uma espécie de ANJO DA GUARDA (não confundir com um irmão Rosado do interior ostracizado do país). E é também título e ponto de partida para o novo jogo de Gil d'Orey (Vintage, Caravelas…).


Ragami

Os jogadores (2-4) tomam o papel de Ragami, e procuram ajudar à resolução de conflitos que ocorrem numa cidade-tabuleiro de jogo. Como antagonistas, os demónios - preparados para criar muitos problemas. Mas, não desesperes, existem ainda santos e outros Ragami prontos a auxiliar-te na tua demanda. Com a força necessária, combatendo múltiplos conflitos o vencedor será o Ragami que terminar o jogo com mais Pontos de Virtude.



O jogo desenrola-se numa cidade em fabulosa vista aérea (excelente arte de Pedro Soto) delimitada por quarteirões e edifícios babel. Conflitos irrompem por todo o lado e os jogadores-Ragami, do alto de catedral gótica, preparam-se para os combater.


Ragami tem muitos e variados dados, mas a sorte fica bem segura nas tuas acções. E por falara em acções, os jogadores podem executar dois tipos por turno: - acções de cartas (mais sobre estas já a seguir) - e Uma acção de Dados.

Acções da Dados

É aqui que reside o motor do jogo, as asas se preferirem. Rolam-se 3 dados (D6) de acção (1-1-2-3-4-5). Cada dado corresponde a uma caixa e um tipo de acção específico no tabuleiro. O valor lançado (2-5) representa o número de acções disponíveis para esse turno. O Lançamento de 1 implica a entrada de um demónio na cidade. Desta forma os turnos e o número e tipo de acções disponíveis por turno são muito variáveis e obrigam os jogadores a programar com cuidado as suas rondas de jogo e tentar prever as jogadas dos oponentes.

Os 3 tipos de acção disponíveis são: 

- Mover um santo, ou mover ou colocar um demónio na cidade 

- Biscar cartas

- Propor-se a resolver um conflito

(em alternativa mover um Ragami)

Acções de Carta

Os jogadores podem usar habilidades de cartas conseguidas em turnos anteriores e conseguir mais e melhores acções. 


a Minha Companhia

Sem estragar a surpresa, a chave do jogo está na resolução dos conflitos, e a melhor forma de o fazer está na companhia. Nos vários espaços da cidade, os conflitos de valores diferentes só podem ser resolvidos, com Ragami experimentados, por vezes com o auxílio de Santos ou até de outros anjos, algo de realmente positivo acabará por acontecer, nem que seja com um danoninho de sorte (Dado de Força). Em Ragami, fazer o bem compensa e é na Virtude que está o ganho…

De Noite e de Dia

Ragami é um jogo simples, que pode ser jogado por famílias, de uma forma bem cooperativa (ainda que sempre com vencedor), mas também pode apelar à natureza competitiva do jogador mais experimentado. Turnos rápidos, dinâmico e interactivo, o jogo parece contar uma história de final feliz numa qualquer matiné de um Domingo da nossa infância.

"Às vezes não é preciso mais, são as coisas simples que nos fazem felizes - The Boss"


#nbs#

[ Comentário(s) )



1989 – A queda do muro… ou da esperança

Publicado a 22/05/2012, 17:54 por Nuno Bizarro Sentieiro


A expectativa em relação a este jogo estava lá em cima, mesmo nos píncaros. A comparação óbvia com o Twilight Struggle, um tema mais actual, em que todos (ou quase) nos lembramos dos eventos (sim, estou a ficar velho), uma nova abordagem nas pontuações, etc. 

Na passada quarta-feira, (16-05-2012) joguei dois jogos, um de cada lado da barricada. Sei que não dá para tirar todas as dúvidas nem ter 100% de certezas sobre um jogo, mas… já é melhor que 54% (estarei a ser generoso?!) das reviews que são feitas após um jogo apenas.

Não vou abordar em grande detalhe as regras, pois isso já o fiz na minha preview. Estas serão mencionadas apenas para descrever situações específicas... [ ler mais ]

1989 - Preview

Publicado a 19/11/2011, 05:48 por Carlos Ferreira

Seguindo a onda de previews lendo apenas as regras e de remakes/sequelas de jogos trago-vos desta vez uma análise de 1989.

Para todos aqueles que gostam, amam, veneram ou inclusivé acham que o Twilight Stuggle (TS) é estranho, chega agora o 1989.
Este jogo é assumidamente uma cópia com algumas “ligeiras” alterações do seu original. O tema continua a ser o mesmo, mas ao invés de de se desenrolar ao longo de 44 anos, este tenta reconstituir apenas o ano que lhe dá o nome. O âmbito deixa de ser o mundo e passam a ser os países da Europa de Leste em que se registaram as maiores convulsões no referido ano [Ler mais...]

Virgin Queen - Preview

Publicado a 04/11/2011, 11:38 por Spiel Portugal   [ atualizado a 05/11/2011, 19:18 por Nuno Bizarro Sentieiro ]



Esta é uma preview especial. Estou a escrever isto sem ter jogado o jogo. Este é um texto para todos aqueles que não sendo malucos, como eu, não querem ler as 44 páginas de regras. Mesmo assim, este texto só poderá ser correctamente interpretado pelos nossos leitores (sim, vocês os 2), que já tenham jogado Here I Stand… oopps, parece que o texto afinal não serve para ninguém. Seguindo.


Genericamente

Virgin Queen é um jogo de Ed Beach, depois do aclamado Here I Stand. Este jogo é uma sequela do HiS, mas no fundo o jogo acaba por ser igual, ou pelo menos muito parecido. Partilha as mesmas mecânicas, mas com algumas variantes. A tentativa é baixar o tempo de jogo e sobretudo baixar o tempo que cada jogador espera para que os outros executem as suas acções. Por vezes, no Here I Stand, tinhamos que ficar a aguardar para que as lutas religiosas (que pouco importavam aos Major Powers que não Protestantes e Papa) se resolvessem. Não consigo afirmar que isso seja uma realidade em Virgin Queen, mas aparentemente isso foi conseguido. Mas mais detalhes sobre as principais diferenças se seguem.  [ LER MAIS ]






Vintage, com assinatura

Publicado a 04/10/2011, 07:07 por Nuno Bizarro Sentieiro



Vintage é um jogo sobre vinho d'o porto, claro. Nad'a d'e novo aqui. Gil d'Orey, provavelmente o mais profíquo d'esigner português d'a actualid'ad'e, brind'a-nos agora, uma vez mais e aind'a bem, com um tema português, acompanhad'o pelo D'ouro Boy, D'irk Niepoort, um homem, também ele, cheio d'e ambições e d'e empreend'ed'orismo, que conhece o meio como ninguém e que apostou neste jogo que agora nasce. Sorte a d'ele, d'iremos nós.


Tal como os vinhos d'e Niepoort, também os jogos de Gil d'Orey têm uma assinatura muito própria. D'eve ser um motivo de orgulho quand'o já se reconhece um d'esigner pela sua obra, pela forma como ele os vê e interpreta. Os jogos são histórias d'e Portugal, contad'as em torno do tabuleiro, com a família a jogar em conjunto, dos 8 anos em d'iante tod'os pod'em apreciar os seus títulos, e algumas mecânicas d'e assinatura como sejam as cartas com acções especiais ou um mapa ond'e existam movimentações. Estas pod'em ser as, por agora, assinaturas de Gil d'Orey.


Labyrinth: The War on Terror, 2001- ?

Publicado a 23/06/2011, 13:12 por Carlos Ferreira   [ atualizado a 14/07/2011, 19:09 por Nuno Bizarro Sentieiro ]



“Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Foi assim que Pessoa apresentou a Coca-Cola aos Portugueses. Esta é também a minha apresentação/descrição para o Labyrinth. 

Mas afinal que Labirinto é este? 

Como indica o nome do jogo, o foco é a guerra ao terror. Um tema polémico logo à partida e que está longe de estar terminado, daí o ? final. Mas isso interessa muito pouco agora. Vamos ao que interessa.
 
[Ler mais...]

Troyes

Publicado a 18/04/2011, 12:00 por Nuno Sentieiro   [ atualizado a 18/04/2011, 14:20 ]

Troyes - Tróis ou Truá ou assim...

Quatro séculos de história espremidos numa epopeia medieval 1, 2, 3 e vertidos num copo Bauhaus de tabuleiro. 

- Sumo 

Muito. E docinho, eles adicionaram açúcar QB.

- Açúcar 

Os dados ! um jogo denso, estratégico com a porcaria dos dados e a sorte como motor (ah... o belo do preconceito !). 

- Como jogar 

Lançam-se os dados. E pimba ! tá a queimar neurónios ! 

O jogo nasce e renasce em múltiplos lançamentos aleatórios de dados. 
Mas vive de escolhas...      


1-10 of 24