Top 5‎ > ‎2010‎ > ‎

Uma vez em 2010 e... puf!



Há jogos assim, aparecem e desaparecem sem quase darmos conta. Saltam para a mesa porque sim ou “porque não?” e, tudo indica, não mais regressarão. Alguns deles não conquistam qualquer simpatia, outros, não fosse a voragem de jogos que vão à mesa e a escassez de tempo para os jogar, por certo os voltaria a experimentar.
Esta lista cinge-se a 2010 e traz à liça alguns títulos menores, é certo, mas que foram jogos de sinal amarelo que por hoje se tinge de verde.

Vegas Showdown –  gosto muito do insuspeito Princes of Florence, por isso é natural que tenha gostado desta outra proposta em que o factor puzzle brilha. Os tabuleiros em papel dariam para enrolar tabaco, o tema é o que é e a arte, muito “néon”, ajuda a… colar. Mas funciona, joga-se bem aí para as três da matina e com uma boa cerveja, upa, upa!

The Speicherstadt –  esta sugestão de bolso veio à mesa em Abril. A uma das pequenas mesas do “Galeria bar” numa das últimas sextas de jogatana de Leiria. Trata-se de um jogo rápido mas suficientemente elaborado para espevitar a capacidade de estratega de cada um  e desafiar o mais empedernido jogador.

Gangster – talvez por ser Maio, talvez por ser uma ocasião única em que ela se meteu na toca do Lobo, os meus parceiros de jogo deixaram a minha Maria ganhar. Mas não terá sido por isso que gostei tanto desta noitada de crime em Chicago. O jogo é divertido e bem amanhado e o tema, reduzindo a luz da sala e puxando para cima as golas das gabardinas, até cola!

Die Sieben Siegel – a ocasião era formidável, um dos melhores dias do ano, o Miguel já abençoado, a comida boa, a Quinta do Pinheiro num Setembro ainda quente… Cartas na mesa, uma rápida explicação e as apostas a valerem. Mais uma rodada… de cartas, de verde fresquinho, de escorregas com a Juliana e o Rodrigo.

Khan – talvez este não devesse estar neste top. Porque a experiência é tão recente que ainda nem deu para a avaliação que o tempo sempre faz, ou porque apetece mesmo trazê-lo de novo à mesa, agora à séria, sem pudores, a lixar o parceiro. O tema, pelo que percebi, é sobre cãs e a mania que estes têm de defecar em todo o tipo de terreno, mas as inovações mecânicas e o convite à bulha entre comparsas de mesa são factores bem apelativos.

José Carlos Rôla

rola@spielportugal.org

Comentário(s) ]

Comments