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2007

Brass





"I would like to thank SpielPortugal for selecting Brass as Jogo do Ano 2007. Winning an award always feels good as it means some people out there actually like what you do. It's also nice that a game about my part of the world is appreciated in another part of the world, one with much better weather!"
Best wishes,
Martin Wallace





Brass é o grande vencedor do "Jogo do Ano 2007", prémio instituído por este blog, que visa premiar aquele que foi, para nós, o jogo que mais se distinguiu de todos aqueles que foram publicados no ano em questão. Esta pérola de Martin Wallace (mais uma) não pode passar despercebida ao público que gosta de jogos e nós, publicamente, queremos sublinhá-lo com a atribuição deste prémio.







A eleição...
O júri que elege este prémio, tem 4 representantes, todos eles pertencentes ao spielportugal. Cada um dos 4 representantes escolheu um conjunto de dez jogos (produção de 2007), colocados por ordem de preferência, para submeter a votação. Depois de encontrados os 5 mais votados, interligando todas as listas, fez-se uma votação para encontrar o vencedor.

Cada um destes 5 jogos finalistas, foi apreciado, considerando variados parâmetros e pesando sobre eles factores objectivamente distintos:
Produção - 15%
Tema - 10%
Mecânicas - 10%
Rejogabilidade - 10%
Interacção - 5%
Tempo/Diversão - 50%

Eis os resultados finais (0/20):
Brass: 17,54
Tribune: 15,90
1960: 15,15

O grande vencedor de Jogo do Ano 2007 é, portanto, Brass. O autor, Martin Wallace, recebeu assim este belíssimo troféu, criado para o efeito:



Eis também algumas reacções internas à consagração de Brass, sem dúvida, um peso pesado da nova ordem dos tabuleiros do mundo. Uma vez mais, parabéns Martin Wallace e Warfrog pelo magnífico trabalho que vêm conseguindo e pela forma indelével como têm marcado a cena dos jogos de tabuleiro por todo o mundo.

Comentários...



"Brass foi amor à primeira vista. Recordo que na ressaca de Essen e na ânsia de o experimentar, com as regras mal preparadas, fizemos um jogo onde o dinheiro sobrava... pensámos: "-Isto nem parece um Martin Wallace... " - como estávamos enganados, era um Wallace e daqueles ! (devia haver uma categoria no BGG estilo: "um Wallace")
Parece que a revolução industrial está a acontecer a cada segundo do jogo, tenso, cheio de decisões, de difícil gestão, onde o timing é tudo. Divirto-me muito nas duas horas do jogo. É óbvio que me irrito a jogá-lo mas, ao contrário de outros jogos, irrito-me comigo e não com o jogo, sei que se me falta um de dinheiro, ou um upgrade, ou se não consigo vender para um porto ou mercado só me posso culpar a mim, à minha capacidade de gestão, de liderança. Tento mudar de táctica. Erro. Recomeço. Desisto. Rejubilo com uma táctica infalível... Perco. Desisto. Sonho com o jogo. Tento algo completamente diferente...
Muito, muito bom.
O jogo do ano, sem dúvidas."
Nuno Sentieiro


"Reconhecer um belíssimo jogo, uma obra-prima, à primeira impressão, nem sempre é tarefa fácil. Diria mesmo que é quase impossível. Os jogos, todos sem excepção, têm de ser jogados para se perceber a sua dimensão real e saber extrapolar a sua dimensão espiritual, a sua alma.
Brass deixou-me, assim que o experimentei, com uma sensação algo eufórica em relação ao que tinha acabado de acontecer. Participar na experiência que foi jogá-lo, ainda que da primeira vez e com algumas coisas mal feitas, despertou imediatamente uma sensação de orgulho por ter assistido, in loco, à forma como tudo se amarrava naquele conjunto brilhante de mecânicas, tema, profundidade estratégica e tempo de jogo. Se o factor tempo/diversão de um jogo é a sua característica mais importante, e assumindo que é também o tempo o que de mais sério e bonito os humanos podem, aqui na Terra, gastar, Brass deixa a sensação de ter um desconto enorme. Um saldo de tempo que merece ser apreciado, sempre!
Como diria o poeta Vinicius, saravá Martin Wallace! De sublinhar também, na minha opinião, aquele que foi o jogo mais bem produzido do ano, Utopia, um esforço que merece reconhecimento, e também Patricier, provavelmente o melhor filler de 2007."
Paulo Soledade


"Não tenho dúvidas que o Brass foi o jogo, dentro dos que saíram em 2007 e eu joguei, que mais me impressionou. O estilo de Martin Wallace não engana. O jogo historicamente faz todo o sentido, e quando se joga, sentimos realmente que estamos a provocar uma Revolução Industrial, isto quando não estamos a choramingar pelas cartas que nos vão calhando.
A criação das empresas, o utilizar os recursos de um qualquer jogador, só porque é o que está mais próximo de nós, o vender através dos portos de outros jogadores. Isto tudo num jogo simples.
É certo que nem sempre as coisas fazem sentido, como criar linhas de comboio, ou construir canais só porque sim. É também certo que o jogo apesar de simples, é de difícil aprendizagem, mas que quando se sabe o que se está a fazer é bonito de se jogar. As cartas que nos calham acabam por nos levar num certo sentido, e por isso todos os jogos acabam por ser diferentes, e claro, que no final serão sempre uma desculpa para não se ter ganho o jogo :D
Entre as escolhas para o jogo do ano tenho também que destacar o 1960, que para mim está num nível muito aproximado ao Brass. A limitação de ser apenas para 2 jogadores foi o factor que me levou a não o considerar uma tão boa escolha. A haver um prémio para um jogo para 2, este ganharia sem dúvida nenhuma."
Carlos Ferreira


"Num ano em que joguei bons jogos e encontrei alguma originalidade em muitas criações, BRASS destacou-se dos demais por vários motivos: pela dinâmica de jogo provocada pelo sistema de gestão de cartas, pela dinâmica de jogo provocada pela forma como as indústrias vão aparecendo nas cidades, interagindo e impulsionando a economia desde o período do Canal até ao período Ferroviário e pela surpreendente veracidade que o jogo encerra em si, colando-se a ao tema de uma forma muito especial.
Tal como a maioria dos jogos de Martin Wallace, também BRASS é um jogo seco e às vezes abstracto, mas é-o apenas na forma e não no conteúdo. Tal como AGE OF STEAM, Wallace criou uma das suas melhores obras até ao momento, um jogo regado de perfume industrial, cheio de profundidade estratégica e tudo isto em menos de 2 horas.
Obrigado Martin por este jogo e... parabéns!"
Luís Filipe e Costa


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