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Evangelização – Spreading the boardgames

Publicado a 24/04/2015, 06:00 por Carlos Ferreira
Quem me conhece sabe que não sou grande fã de andar por aí a “evangelizar”. Não sou contra quem o faz, mas também não me mexo para o fazer.

Temos o nosso grupo (não interessa qual) e esses são aqueles com quem gosto de jogar. Temos gostos parecidos, apesar de não sermos um grupo homogéneo, mas no fundo no fundo a nossa “cena” é a mesma, se bem que os gostos específicos de jogo possam ser diametralmente opostos. Pode parecer complicado, ou até um pouco esquizofrénico, mas acho que vocês percebem onde quero chegar.

Sim, eu sei que se não existir este trabalho qualquer dia não temos ninguém com quem jogar e o hobby, que já não tem uma comunidade muito forte ou grande, acaba por morrer, mas…

Serve esta introdução para enquadrar o que me tem acontecido nos encontros semanais por terras de Lisboa.

Tenho jogado com malta porreira, isto quando jogo, mas, por exemplo numa destas quartas nem sequer cheguei a jogar. Ainda me convidaram para 1 ou 2 jogos, mas eu fiz questão de declinar. Sim eu sei que sou esquisito, mas há certos limites que eu não ultrapasso.

Sim, e nem sequer tenho jogado com gente nova que aparece por lá.

Os encontros têm tido muita gente (a maioria que eu nem sequer conheço), mas os jogos que estão na mesa… ui meu Deus, os jogos, MEDO!!!

É uma característica que me parece avolumar-se quando está muita gente nova no hobby no mesmo lugar. A qualidade/peso dos jogos desce a pique.

O meu “grupo” de wargamers anda desaparecido, logo tenho que investir noutra área, mas por vezes não consigo. É um defeito meu, reconheço. Chamem-me elitista, mas há coisas que eu não quero nem experimentar.

Esta quarta joguei com malta muito porreira (Marco, Rafael, Rui e Sofia), que conheço, mas que não jogo assim com tanta regularidade. Três jogos que nunca tinha jogado e depois de terem acabado percebi porquê. Talvez esteja a ser um pouco duro, mas são certamente jogos que eu nunca compraria e além disso jogos que nunca me lembraria de propor.

Joguei um Aladdin’s Dragons do aclamado autor (inclusive com um Jogo do Ano) Richard Breese. O jogo não é mau e com o grupo certo (que até pode ter sido o caso) até pode ser divertido, mas OK. Já está no currículo.

Um Hanabi do também afamado Toinito (Bauza). É uma experiência interessante, mas basta.

E um Trader. Um joguito de cartas que a pares é interessante. Talvez o mais interessante dos 3 jogos da noite, por muito que isto possa parecer chocante.

 Isto tudo para dizer o quê? Ok, evangelizem, mas não me metam nesse ambiente.

Dos 35 jogos que foram jogados na última quarta-feira trocava a minha mesa por 1-2 jogos vá. Power Struggle (talvez) e o Castles of Burgundy que nunca joguei mas gostava de experimentar… mas era só isso e o Power Struggle é só um talvez. Em todos os outros preferia jogar o que joguei… e como se depreende não me deslumbraram.

Salvou-se a companhia.

Parece-me que vou voltar ao meu sistema de marcações.


Carlos Ferreira


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