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Through the Nations

Publicado a 09/11/2013, 07:10 por Nuno Bizarro Sentieiro   [ atualizado a 09/11/2013, 07:50 ]

Sexta-Feira, pós Essen. Regresso emotivo aos jogos, às regras, ao cartão. Primeira paragem, Nations. Nascem Civilizações na mesa fria, palco montado, Let the games begin !

"- E depois isto faz isto, como no TTA."

I- Entrada fácil no jogo, sentimento de deja vu, começar pequeno - faz sentido. Alimentar o motor da civilização... hum... vou por aqui... Cai a ficha - ok, isto dá pontos como no TTA. Apostar num cavalo, colocar as fichas no preto e... VERMELHO !

"Militar - red catchup"

II- A estratégia Militar (como no TTA) é estupidamente poderosa. Em Nations, o militar não chega a ser uma estratégia, é antes, uma obrigação. Ordem de turno, despojos da guerra, Eventos, quase tudo depende daquela tabela. Perceber isto ao segundo turno, deixa qualquer jogador fora do jogo. O jogo deveria ter um aviso na caixa: "- Não recomendado a crianças com menos de 3 anos e suba na tabela militar!"

STRIKE ONE !

"Uma civilização pastelona"

III- Afastado o fantasma da guerra, o jogo segue na cabeça de cada um dos jogadores. Solitário, estratégico, a máquina está montada, colher os frutos do planeamento (como em TTA), volta a fazer sentido, chega a parecer bom, fluído. E agora a produção:
"-COMO ? 60 minutos dentro da minha civilização passei a produzir 2 Pedras e 3 de dinheiro ? mas isto é uma civilização ou meia dúzia de okupas  a fazer malabares nos semáforos ?"

"Chamem-me quando for eu a jogar"

II II- Entretido mas cada vez menos interessado o jogo vai perdendo os seus jogadores com a passagem das horas. Mais uma palete de cartas, será que é agora que muda o paradigma, sim !!!
- Vou buscar esta carta, faço aquilo e depois ganho isto (como no TTA) e a civilização começa a crescer, subo na tabela, aumento a população e depois O MUNDO ! Gasto isto, compro aquilo e... 
4 pedras e 5 de dinheiro... #$%&/() !

STRIKE TWO !

"240 minutos - 3 wonders - 4 tropas e 5 edifícios depois... you are OUT"

V- No final, o sentimento de civilização é assim como criar um bicho da seda numa caixa de sapatos, nos dois primeiros dias estás sempre a olhar para a caixa, a preocupar-te com a folha de alface e a ver o bicho enrolar-se nas teias de um casulo fascinante, depois, 240 minutos depois, esqueces-te do amendoim de seda no frigorifico e já só queres que saia de lá alguma coisa... mesmo que seja um grilo... e quando finalmente acontece ... pffff... tanta coisa para isto... e quem é que limpa esta M#$% ?
Lembrem-me de nunca jogar este jogo (ou o TTA) a cinco jogadores. Nations é a dois, 3 no máximo, sabendo que o grilo de seda vai demorar a sair do amendoim. É engraçado esperar que saia, divertido dar-lhe a folhinha de alface, mas não esperem borboletas.

Legenda:
Nations = TTA
TTA = Through the Ages

#nbs#