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1989 - Preview

Seguindo a onda de previews lendo apenas as regras e de remakes/sequelas de jogos trago-vos desta vez uma análise de 1989.

Para todos aqueles que gostam, amam, veneram ou inclusivé acham que o Twilight Stuggle (TS) é estranho, chega agora o 1989.
Este jogo é assumidamente uma cópia com algumas “ligeiras” alterações do seu original. O tema continua a ser o mesmo, mas ao invés de de se desenrolar ao longo de 44 anos, este tenta reconstituir apenas o ano que lhe dá o nome. O âmbito deixa de ser o mundo e passam a ser os países da Europa de Leste em que se registaram as maiores “convulsões no referido ano.
Este jogo foi criado por cópia do TS após a sua saída e esteve disponível para print and play, até que a GMT lhe pegou. Ao seu criador Ted Torgerson juntou-se um dos co-criadores do TS, Jason Matthews, e foram feitas algumas alterações, principalmente nas pontuações.

Então e o que é que muda?

Muito pouco. Ou tudo, não sei bem.

Os dois lados em confronto são a Democracia (essa velha senhora) e o Comunismo (o monstro).

Clique para ver o mapa em full size
No Mapa, os velhos continentes do TS são substituidos por países (Alemanha de Leste, Polónia, Hungria, Checoslováquia, Roménia e Bulgária) e os antigos países são agora regiões dos referidos países (Lodz, Varsóvia, Cracóvia, etc…). Tal como no seu pai, também aqui as regiões (ex-países) são identificadas por um factor de estabilidade e por categorias de Battleground. Aqui a novidade são os símbolos que identificam as regiões, assim estas podem ser regiões de Igreja, Intelectuais, minorias étnicas, trabalhadoras, etc.. Servem estas identificações para as Power Struggles (Pontuações de regiões que explicarei mais tarde).
As Cartas continuam iguais. Existem eventos para ambos os lados e neutrais. Quando um dos lados joga um evento do seu opositor, o evento acontece e o jogador activo utiliza os pontos para fazer acções. Outra das similaridades é o facto de existirem 3 baralhos diferentes Inicio, Meio e Fim de Ano.

Quando uma carta é jogada, tal como no TS, o jogador opta por fazer o evento ou jogar pontos de operação. Os pontos servem para colocar influência no mapa, até aqui nada de novo. Podem também servir para fazer um support check(SC), algo similar a um coup no TS. A grande diferença é que aqui se fazem 2 SC enquanto no TS era apenas 1. O resto é igual. Valor da região multiplicada por 2 contra valor da carta mais dado.

O que foi retirado foram os Realignment Rolls, que aqui não existem.

Outra similaridade é a corrida espacial, onde podemos “descartar” eventos do oponente sem nos preocuparmos. Aqui chama-se Tianamen Square Track. Também aqui existem vantagens que o jogador vai obtendo enquanto o oponente não atinge a nossa marca. As vantagens são diferentes das do TS e parecem mais “equilibradas”.

A grande diferença nas cartas são as cartas de pontuação. Aqui estas provocam a pontuação de um país (tal como no TS) mas quando isso acontece existe uma luta pelo destronar do Comunismo pela Democracia.

Isto provoca a existência de um novo baralho de cartas para esta luta especifica, a exemplo do que acontece no Hannibal ou no We the People. Este novo baralho (the Power Struggle) tem cartas de lideres, de naipe (Greves, Petições, Marcha ou confrontos na praça) e cartas de joker.   

Os jogadores recebem cartas dependendo do número de regiões que controlam e depois vão jogando as cartas que o oponente terá que contrariar. É aqui que entram também os simbolos de cada região, pois estas servem para colocar ou não os lideres em jogo. No final desta batalha se o Democrata vencer, a Democracia passa a controlar o País e a carta de pontuação é removida de jogo (a grande diferença para o TS). O democrata ganha uma série de pontos de vitória. Se for o Comunista a vencer, este ganha o valor do país multiplicado pelo número de vezes que o país foi pontuado e a carta é colocada no descarte para que possa surgir outra vez.  

Antes do inicio desta batalha os jogadores podem descartar 3 cartas para que estas pontuações dupliquem.

O lado que perde o confronto perde também apoio no País em que se está a lutar. Após a batalha existe uma pontuação “normal”, ou seja igual à do Twilight Struggle, ou seja, quem perde a Power Struggle pode perder ainda mais pontos, pois o seu controlo no País foi afectado pela batalha anterior.

E é isto, portanto, resumindo, a grande diferença  são apenas as pontuações. Pouco mais.

As condições de vitória são simples. Quem chega aos 20 ganha. Se no fim de 10 turnos isso não acontecer existe uma nova pontuação de cada 1 dos países, desta vez sem Power Struggles e existe também um bónus para os Comunistas pelo número de países que se mantenham fiéis aos ideaias de Marx.

A outra forma do jogo terminar é se o evento da Festa de Fim de Ano acontecer. Nesse caso o jogo termina no final desse turno com o democrata a fazer uma Power Struggle num país que ainda seja comunista.

 

A carta que pode ditar o fim de jogo antecipado

Opinando

Parece-me um bom remake. Eu estou ansioso por colocar as mãos neste menino. Ou seja, mais uma pre-order, mas aí eu reconheço… sou um fã do TS, por isso esta será uma forma de “desenjoar” um pouco do pai, explorando o filho (não retirar esta frase do contexto, por favor)!!!

Bons jogos, certamente.
 
Carlos Ferreira