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Tribune Expansion


Marcus Brutus ou como o Tribune cresceu

Marcus Brutus nasceu em Roma no ano 85 AC. Quando era puto Marcus jogava à bola nas ruas de Roma com os seus amigos Julius Caesar, Gaius Longinus, Marcus Cato e Marcus Lepidus, entre outros. O sonho do pequeno Brutus era ser a formiguinha do meio campo, mas, como não tinha grande jeito prá bola e ainda por cima era anafadinho ia sempre para a baliza, apesar da insistência para o deixarem jogar ao meio.

Foi, portanto logo desde tenra idade que começou a crescer nele uma grande revolta. 


Na adolescência foi enviado pelo pai, Marcus Sénior, para aprender a arte da guerra e do discurso com os gregos. Quando regressou vinha com ideias novas e decidiu começar a expandir as relações da sua família, os Brutii. 

Foi aquando da entrada de Marcus na cena política, assumindo o lugar de seu pai entretanto falecido, que começaram a surgiu algumas correntes em Roma. A libertação dos escravos foi talvez uma das mais relevantes, mas não só. Foi instituído uma nova figura, onde as famílias mais poderosas poderiam ir pedir um favor ao Imperador.

Isto ocorria de tempos a tempos na Basílica. A corrupção instalou-se no Império e o Capitólio já não era um local de culto, mas sim, um sítio onde se corrompiam personagens para que alguns objectivos pessoais ultrapassassem os do Império. Em todos os lugares existiam Brutii. E assim Marcus podia começar a aproveitar essas posições para ir ganhando preponderância na sociedade Romana.

Alguns lugares eram-lhe interditos, como por exemplo as Termas ou o Átrio, mas outros havia onde se movimentava como peixe em água. Este domínio crescente causou-lhe alguns dissabores, mas os seus agentes conseguiam infiltrar-se em todos os cargos.

Dominar algumas das 7 facções que existiam em Roma era uma tarefa nem sempre árdua, especialmente nos primeiros tempos. Recrutar pessoas era também uma tarefa simples. O Fórum, a Cúria ou mesmo as Catacumbas estavam sempre cheios de pessoas com vontade de se aliar aos Brutii. Como os métodos não eram os mais convencionais, apenas a ralé se juntava às suas hostes, mas para Marcus isso não era um problema, pois preferia a quantidade e diversidade à qualidade.

O dinheiro com que os seus planos eram executados provinha dos sítios mais obscuros e por métodos pouco recomendáveis. Uns cobres roubados na caixa comum, o que se ia encontrando na Latrina. Para Marcus, um tostão é um tostão e a proveniência não era importante. Os seus métodos permitiam-lhe trocar escravos por cidadãos de Roma. Escravos esses, que mais tarde lhe davam títulos de Patrono ao libertá-los num espectáculo que tinha tanto de grandioso como de falso. Esta era apenas uma das muitas formas que tinha para conseguir levar a água ao seu moinho.


O seu amigo de infância, Julius Caesar sem nada desconfiar chegou mesmo a atribuir-lhe a capacidade de vetar algumas da leis aprovadas no Senado, o que provocou bastante desconforto entre as outras famílias.

Tudo isto junto foi orquestrado de tal forma que apesar de se movimentar de um modo diferente de todos os outros, Marcus continuava igual entre iguais em Roma. Apesar dos objectivos de Marcus serem iguais aos das outras famílias a forma como os obtinha era em tudo diferente.

Isto tudo para que a 15 de Março de 44 (AC), Marcus enquanto saia da Basílica com Julius Caesar perpetrasse um dos assassinatos (arte em que também era especialista) mais badalados durante todo o período do Império Romano.
Uma faca nas costas do Imperador, que apenas conseguiu proferir as já célebres palavras: “Até tu Brutus”. 

Palavras menos conhecidas da população em geral são as que Marcus proferiu em resposta… “Sim, até eu… e quem é que vai à baliza agora, quem é, quem é?... À pois é. Agora não me mandas a mim, pois não.”

Valor da Expansão: 14/20
Valor da variante Brutii: 8/20.

Opinião pessoal:
É giro jogar como Brutii, mas bastante ingrato. Ficamos só com as sobras. As poucas acções que temos e a forma aleatória quando são executadas podem tramar o nosso jogo. Além disso esta personagem vem trazer aleatoriedade ao jogo dos outros. Estranho.
Agora se falarmos em apenas criatividade e na forma como o criador conseguiu introduzir uma personagem que joga de maneira diferente de todos os outros 4-5 jogadores e mesmo assim o jogo é/parece ser equilibrado. Aí tenho que dar o braço a torcer. Brilhante.

Esquecendo agora a variante Brutii, o novo tabuleiro e cartas vêm criar ainda mais opções a um jogo já de si cheio delas. Pareceu-me uma boa adição.


PS: Para quem não percebeu, isto é uma tentativa de crítica à expansão do Tribune. 

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