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As minhas caixas

E porque os olhos também comem, as ilustrações dos jogos de tabuleiro são, para mim, um dos mais importantes factores de sucesso. Quer dizer, eu não sou bem exemplo de nada porque compro tudo mas, a bem dizer, o que eu queria mesmo, era comprar menos jogos e dedicar-me a escolher pelas ilustrações. Facto provado da importância das ilustrações e da imagem é a escolha de determinado produto - estou mesmo a falar de coisas de supemercado - baseado na apresentação. Nisso, o rótulo é fundamental. Ora, o rótulo dos jogos de tabuleiro, é a ilustração da caixa. A ilustração da caixa apaixona-nos de início, deixa-nos antever um mundo de sonho, realça algo que gostamos ou sublinha algo que detestamos. A certeza é que ninguém que gosta de jogos fica indiferente à ilustração de uma caixa. Este é o regresso do top 5 com os meus rótulos favoritos de 2009.


#1 Endeavour - Eu nem gosto assim tanto do jogo, acho-o bom mas nada de especial. Digamos que, em termos de jogabilidade, não acrescentou nada à minha vida. Falando da caixa, aí já é outra coisa. É muito bonita e apetece meter às costas. Simula uma daquelas malas de viagens com mapas de tesouro lá dentro. O tipo de cabedal castanho com as fivelas tortas e usadas dá-lhe a substância romântica que precisa. Nota 10!


#2 Maria - Aqui já o jogo é também ele soberbo. É natural que se misturem um bocado as coisas e que nós tendencialmente gostemos de caixas de jogos que gostamos. Admito que sim mas, neste caso, antes de eu gostar do jogo já me tinha enamorado da caixa. É muito bonita. E confesso que tenho um fraquinho pela palavra Maria... A imagem sóbria e real de uma figura histórica.



#3 Tammany Hall - Originalmente este jogo não foi publicado em 2009 mas esta edição é que conta. É verdadeiramente espectacular esta ilustração, muitos, muitos quilómetros à frente do jogo que, diga-se, na minha opinião,é muito fraquinho. O homem do charuto com o milhão no bolso, o poder de quem comanda e gere todos estes "gangs of new york", as cores de fogo... Peter Dennis no seu melhor.



#4 God's Playground - Nunca joguei este peso pesado de Martin Wallace. Ainda raspei nele na LeiriaCon 2009 mas não consegui jogar, depois de ter ouvido a explicação das regras por mais de 20 minutos!!! Este é só mais um exemplo do trabalho de Peter Dennis, para mim um dos melhor ilustradores do mercado (nota-se). Ele faz coisas verdadeiramente fantásticas. Waterloo também poderia estar nesta lista.



#5 A Most Dangerous Time - Japan in Chaos - Claro que também nunca joguei este mas a caixa é fabulosa. Minimalista com uns tons muito pastel e sem nada em demasia é a imagem perfeita do "less is more" e passa uma sensação muito nipónica de corpo e mente muito certinhos. Tudo o que é sobre o Japão interessa-me. Até de sushi eu gosto! Este jogo é um daqueles multiplayer wargames que duram o tempo necessário.


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