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Tabuleiros individuais de marcar avanço




Os tabuleiros individuais são já uma prática assídua na composição e organização dos jogos de mesa. 

Em alguns casos não passam duma formatação do espaço que cada jogador sempre tem para guardar as suas coisinhas, ou, quando pouco, para poisar as cartas quando temos de levantar da cadeira para ir buscar mais uma cerveja! Aproveitam os criadores e editores para aí colocarem alguma informação “player aid” e para darem um pouco mais de espaço e projecção à arte que tanta e tanta vez acaba por ser a única amarra ao tema do jogo. 

Mas há jogos que se consubstanciam nos tabuleiros individuais, sendo, em contrapartida, o tabuleiro central quase supérfluo em alguns dos casos. Nestes exemplos aquele pequeno rectângulo de cartão atrai toda a nossa atenção e, não raras vezes, alguma da dos nossos parceiros de jogatana. 

Este primeiro top sobre o assunto nasce a pensar naqueles tabuleiros que funcionam como marcadores de avanço. Não é um top dos jogos com os melhores (mais bonitos?) tabuleiros individuais mas um top sobre os melhores jogos com tabuleiros individuais e quando estes são mesmo necessários para a coisa funcionar! 


  • Goa – Um clássico! Sou fã, do jogo, dos tabuleiros, do tema. Ainda assim, quando perco, fico sempre a pensar se não me esqueci de “descer” um dos cubos marcadores ou se o meu adversário não terá arrastado inadvertidamente com a manga da camisola um ou dois dos seus marcadores. O pequeno tabuleiro reúne praticamente toda a informação de que se carece para jogar e para fazer as contas finais. 

  • Endeavor – Os individuais deste título têm a decência de poderem sofrer uma verificação em qualquer altura. E como é imperioso fazê-la! É muito natural estarmos com as marcas aquém do alcançado no desenrolar do jogo. Esta é uma grande vantagem neste tipo de tabuleiros, onde é tão importante jogar bem como imperativo é não deixar de marcar o progresso ou ter cuidado com as mangas da camisola… 

  • Olympus – O mini tabuleiro é uma fotografia do nosso jogo. Como no anterior exemplo, neste jogo de 2010, os marcadores avançam na horizontal e para além de colaborarem na pontuação final permitem alcançar cartas mais valiosas, que dão mais benesses, que depois… Ah, neste Olympus temos cubinhos! 

  • Hansa Teutónica – Há jogos assim, chegam com pezinhos de lã, sem grandes pretensões e depois percebemos que se tratam de propostas interessantes, com características que nos prendem e fazem desejar voltar a eles. O mini tabuleiro é mesmo pequeno mas tem lá tudo. Já o tabuleiro principal é bem cheio e fundamental para o desenrolar do jogo. 

  • Navegador – Também de 2010 é este Navegador. Português no tema e no amor do autor pelo nosso país. O tabuleiro é essencial, com o seu mapa dos mares navegados nos idos de quinhentos e o inevitável rondel. Nos individuais arrumam-se as conquistas e aquisições de cada jogador e os multiplicadores que levarão à pontuação final. 

Na próxima oportunidade traremos aqueles pequenos tabuleiros que são fábricas, quintas ou ilhas… Até lá vamos avançando na nossa vida, certo?




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